Os instrumentos de uma Orquestra

Como visto na página anterior, são muitos os instrumentos usados em orquestras, em suas diversas formações.

Seria muito interessante conhecê-los um pouco mais.

Vamos começar pelas cordas, e em particular, pelos violinos.

Fonte: Wikipédia

O violino é um instrumento musical, classificado como instrumento de cordas friccionadas; é o mais agudo dos instrumentos de sua família (que ainda possui a viola e o violoncelo, correspondendo ao soprano da voz humana).

O contrabaixo é considerado um primo afastado do violino; ao contrário do que se pensa, o contrabaixo não tem sua origem no violino mas sim na viola de gamba.

O violino possui quatro cordas (mi, lá, ré, sol), sendo o seu timbre agudo, brilhante e estridente, mas dependendo do encordoamento utilizado, podem-se produzir timbres mais aveludados. O som geralmente é produzido pela ação de friccionar as cerdas de um arco de madeira sobre as cordas. Também pode ser executado beliscando ou dedilhando as cordas (pizzicato), friccionando as cordas com a parte de madeira do arco (col legno), ou mesmo  percussionando as cordas com os dedos ou com a parte de trás do arco.

Esticada na parte inferior do arco estão as cerdas, que são feitas de vários fios de crina de cavalo, ou de material sintético.

A extensão do violino é do Sol2 (mais grave e a última corda solta), ao Sol6 (3 notas antes da mais aguda que se pode ouvir).

Assim como outros instrumentos de cordas, os violinos também podem ser amplificados eletronicamente, mas a sua utilização mais comum é nos naipes de cordas das orquestras, e o gênero mais comum é a música erudita.

Existem no entanto diversos músicos que o utilizam na música folclórica, jazz, rock e outros géneros populares.

(Nos concertos de André Rieu, às vezes é convidado o violinista irlandês John Sheeham, executando em dueto com o André melodias folclóricas de seu país, como a “Irish Washerwoman”; aqui no Brasil, gosto muito do Maestro Zé Gomes, que costuma acompanhar o Almir Sater em suas apresentações com a viola de 10 cordas, ou viola caipira com a rabeca, instrumento que é considerado um antecessor do violino.)

Na orquestra, o líder do naipe de primeiros-violinos é chamado de spalla; depois do maestro, ele é o comandante da orquestra.,

O spalla fica à esquerda do maestro, logo na primeira estante do naipe dos primeiros-violinos

História do violino

Os primeiros violinos foram feitos na Itália, no período entre meados do fim do século XVI e o início do século XVII, evoluindo de antecessores como a rabeca, a vielle e a lyra da braccio. A sua criação é atribuída ao italiano Gasparo de Salò.

Como outros instrumentos de cordas, os violinos são construídos por luthiers; a luthieria ou liuteria é uma profissão artística que engloba a produção artesanal de instrumentos musicais de corda com caixa de ressonância. Esses termos tiveram origem na construção do alaúde, que e italiano se chama liuto; sendo que “liutaio” significa aquele que faz alaúdes.

Durante duzentos anos, a arte de fabricar violinos de primeira classe foi atributo de três famílias da cidade italiana de Cremona: Amati, Guarneri e Stradivarius; toda a invenção do violino foi conduzida pelas raizes do instrumento milenar chinês “erhu” - as raizes deste instrumento foram os instrumentos de cordas friccionados por arco mais antigos já descobertos.

O violino propriamente dito manteve-se inalterado por mil anos; a partir do século XIX modificou-se apenas a espessura das cordas, o uso de um cavalete mais alto e um braço mais inclinado.

A forma do arco consolidou-se aproximadamente nessa época - originalmente com um formato côncavo, o arco agora tem uma curvatura convexa, o que lhe permite suportar maior tensão nas crinas graças às mudanças feitas pelo fabricante de arcos François Tourte, a pedido do virtuose Giovanni Battista Viotti, em 1782.

O violino tem longa história na execução de músicas de raiz popular, que vêm desde os seus antecessores (como a vielle).

A sua utilização tornou-se mais expressiva a partir da segunda metade do século XV.

Stradivarius

Os violinos Stradivarius são provavelmente os mais valiosos do mundo. Foram feitos mais de mil instrumentos, entre eles violinos, violas, violoncelos e outros instrumentos de cordas pelo mestre Antonio Stradivarius (1644-1737), mas atualmente restam poucos destes instrumentos. Um violino Stradivarius de 1720, não dos mais famosos, foi comprado num leilão em novembro de 1990 por 1,7 milhão de dólares. Em 2006 foi leiloado na casa de leilões Christie's um Stradivarius de 1729 (Hammer) que foi arrematado por 3,5 milhões de dólares.

Um dos vários segredos da beleza estética dos violinos de Stradivarius reside no fato de o seu construtor os desenhar utilizando a Seção Áurea. A Seção Áurea representa um elemento de equilíbrio estético. A sua qualidade sonora, mesmo com as modernas tecnologias existentes, nunca foi superada.

(André Rieu executa as melodias na JSO com um Stradivarius construído em 1667; esse violino foi construído pessoalmente por Stradivarius no ínicio de sua carreira de construtor de violinos, quando tinha a idade de 23 anos, e estava recém-casado e apaixonado.

André conta este fato no DVD “Dreaming”, e também em algumas de suas entrevistas, que estão traduzidas e incluídas neste site).

 

Continuando nosso passeio pelo território dos instrumentos utilizados em orquestras, em particular, na Johann Strauss Orkest, conheceremos um pouco mais sobre o “CARRILHÃO”.

CARRILHÃO

Trata-se de um instrumento musical de percussão formado por um teclado e por um conjunto de sinos de tamanhos variados, controlados pelo teclado. Os carrilhões são normalmente encontrados em torres de igrejas ou conventos e estão entre os maiores instrumentos do mundo.

Esses intrumentos apareceram no século XV, na Flandres, quando os construtores de sinos conseguiram aperfeiçoar a sua arte de modo a conseguirem que cada sino reproduzisse um tom exato.

A maior concentração de carrilhões antigos situa-se na Bélgica, Holanda e nas regiões do norte da França, Alemanha e Polonia, onde eram colocados como símbolos de orgulho das cidades mais ricas e como demonstração do seu status.

Como cada nota é produzida por um único sino, a amplitude musical do carrilhão é determinada pelo número de sinos de que é formado. Com menos de 23 sinos (2 oitavas), o instrumento não é considerado um verdadeiro carrilhão.

Em média, os carrilhões têm 47 sinos (4/5 oitavas), enquanto os maiores possuem 77 sinos (6 oitavas)

Sentado numa cabine por baixo do carrilhão, o carrilhonista pressiona as teclas com a mão protegida ou com o pulso. As teclas acionam alavancas e fios que ligam diretamente aos badalos dos sinos; tal como no piano, o carrilhonista pode fazer variar a intensidade da nota de acordo com a força aplicada na pressão da respectiva tecla.

Em conjunto com as teclas manuais, os sinos maiores, possuem também pedais que oferecem a possibilidade das notas graves, serem tocadas de duas maneiras diferentes.

O carrilhonista da Johann Strauss Orkest é o Frank Steijns, que acompanha André desde o início da sua carreira; é um dos pioneiros na orquestra (ao violino), junto, por exemplo, com Jean Sassen, Marcel Falize, René Henket, Roger Diederen, Lin Jong, Jet Gelens, Kremi Mineva, Ruud Merx e Manoe Konigs, dentre outros mais recentes.

Veja o Frank em ação na fita VHS “A Dream Come True”, com a presença do André, muito bem humorado, suportando as baixas temperaturas e o vento frio, após subir as escadas até a torre da Basílica de St Servaas, onde estão instalados os sinos de um carrilhão do século
17, para apresentar o Frank demonstrando sua enorme aptidão como carrilhonista.


Catedral de Sint Servaas, junto à Vrijthof

Em alguns concertos, o Frank se apresenta com um carrilhão intinerante, como no DVD “Aus meinem Herz”, quando a orquestra está executando o “Concierto de Aranjuez” e “Swinging Bells of Limburg”.

Outra apresentação magistral do Frank com esse carrilhão intinerante, pode ser vista no DVD “I lost my heart in Heidelberg”, nas faixas “Concierto de Aranjuez”, “Monotonously Rings the Little Bell” e na divertida disputa entre Frank, no carrilhão, e Marcel Falize no xilofone, durante a apresentação de “Circus Renz”, neste mesmo DVD, para ver quem executa seus instrumentos mais rapidamente.

 

Assista a esse duelo no You Tube, através do link: http://www.youtube.com/watch?v=SMROoZmHaIo

 

Agora falaremos um pouco do XILOFONE.

XILOFONE

Xilofone (do grego, "som, voz", algo como "som da madeira") é o nome genérico para vários instrumentos musicais, mais precisamente idiofones percutidos, que consistem em várias lâminas de madeira dispostas cromaticamente. Entre os instrumentos que se podem considerar como xilofones temos o xilofone (propriamente dito), a marimba, o balafon, etc.

O Xilofone propriamente dito é um instrumento musical definido como de percussão, de altura definida ou de som determinado.

Surgiu nas orquestras no século XIX.

Compõe-se de uma seqüência ordenada de placas de madeira, dispostas de maneira análoga às teclas de um piano. Desta maneira, as placas de madeira de som mais grave estão à esquerda do executante e, em direção à direita, as notas vão tornando-se agudas.

Há uma seqüência de placas em primeiro plano que equivalem às teclas brancas do piano (notas naturais) e, em segundo plano um pouco mais elevadas, as placas de madeira que equivalem às teclas pretas do piano (notas acidentadas).

Sob cada placa de madeira, há um tubo de ressonância, geralmente em alumínio, que dá corpo ao som.

As placas de madeiras são confeccionadas com todo o esmero possível, criteriosamente secas e afinadas com precisão. Tradicionalmente, a madeira escolhida é o jacarandá (rosewood) mas no Brasil tem havido bons resultados com ipê .

O xilofone apoia-se sobre um suporte ou mesa com rodízios. Percutem-se as placas de madeira usando baquetas , com cabeças, que podem ser de madeira dura, de borracha ou outro material sintético, conforme o timbre que se queira.

Semelhante ao xilofone, a marimba, possui mais teclas de madeira mais largas, numa área mais grave.

Precursor do xilofone, é o balafon, originário de África. A diferença esta no reduzido número de teclas e na solução de cabaças para os ressonadores. Isto exige um formato curvo e amarrações em couro e cordas.

O exímio percussionista Marcel Falize é quem se apresenta ao xilofone nos concertos da JSO; O três filhos do Marcel vêm seguindo os passos do pai, e também já despontam como exímios percussionistas; já tendo se apresentado, em conjunto com o Marcel, em um dos concertos da JSO, na música “Volare” (DVD “The Flying Dutchman”).

Veja a apresentação dos Falize no You Tube, através do link http://www.youtube.com/watch?v=nVrQ14_o4ss

O filho mais velho do Marcel, Glenn, já vem tocando com a JSO há tempos, desde a apresentação do “Bolero” de Ravel no DVD “La Vie est Belle”, gravado no Waldbühne, em Berlim, e já faz parte da lista oficial de integrantes da JSO.

Entrando na seção de INSTRUMENTOS DE SOPRO, os quais podem ter palhetas simples, como os saxofones e clarinetas, ou duplas, como o oboé e o fagote, vamos conhecer alguns deles:

Instrumentos com palhetas simples:

São os instrumentos que utilizam uma palheta apoiada sobre uma boquilha como meio produtor de som. O músico toca fazendo o ar passar entre o batente da boquilha e a palheta, provocando sua vibração. Os principais instrumentos desse grupo são: a família dos saxofones (composta por sopranino, soprano, alto, contralto, tenor, barítono e baixo) e a família dos clarinetes .

Instrumentos com palhetas duplas:

São aqueles que possuem uma palheta constituída por duas lâminas finas de bambu , apoiadas uma sobre a outra e fixadas ao instrumento por um tubo cilíndrico (tudel). O Instrumentista toca fazendo o ar passar entre as duas palhetas e provocando sua vibração. Os mais conhecidos são os oboés e os fagotes.

Flautas

É uma família de instrumentos em que o som é produzido por vibração do ar contra uma aresta. Pode ser de embocadura aberta, como as flautas transversais ou fechada, como o apito e a flauta doce (ou flauta de bisel). As flautas não são sempre feitas de madeira, podem também ser de metal (a flauta transversal geralmente é de níquel, prata ou ouro) ou de plástico (como algumas flautas doces). Este grupo inclui ainda a quena, a flauta de pan, a zampronha, o flautim ou flauta piccolo, o pífano (ou pífaro) e os tubos flautados dos órgãos.

 

OBOÉ

O oboé é instrumento musical de sopro, classificado como um aerofone, membro da família das madeiras e de palheta dupla. A família das madeiras inclui as flautas, clarinetes, fagotes, saxofones, entre outros, sendo que oboés e fagotes possuem palhetas duplas. O corpo do oboé, em formato cônico, é normalmente em madeira (ébano, jacarandá, dentre outras) , mas pode ser também encontrado em resina, compósitos e plástico. A palheta dupla é constituída por uma pequena e delgada tira de uma cana especial cana da Índia, da espécie Arundo donax, dobrada em dois e um pequeno tubo de metal (staple) é colocado entre os dois lados da tira dobrada, a qual é então passada em volta do tubo e firmemente amarrada a ele. A parte dobrada da tira é cortada e as duas extremidades, criteriosamente desbastadas e raspadas, constituindo então a palheta dupla. O tubo de metal encaixa-se em uma base de cortiça que é firmemente fixada na extremidade superior do oboé.

O músico que toca o oboé é denominado oboísta.

O oboé é considerado como um dos instrumentos de sopro de técnica mais difícil (requer grande controle respiratório e relativamente altas pressões de sopro), além de sofisticado controle labial das vibrações da palheta, por meio da chamada embocadura.

Coloca-se a extremidade da palheta dupla entre os lábios, retraindo-os levemente para dentro da boca sem tocar nos dentes. O instrumentista deve manter um sopro contínuo entre as duas extremidades da palheta dupla, colocando-as assim em vibração, uma contra a outra (da mesma maneira que as bordas de uma folha dobrada vibram quando apertadas entre os dedos e sopradas). A vibração das duas canas coloca a coluna de ar existente dentro do oboé também em vibração, produzindo assim o som das notas musicais.

Fonte: Wikipédia

O oboísta da JSO é o Arthur Cordewener, que ao lado da Manoe Konings (clarinete/saxofone), Sanne Mestrom (fagote/saxofone) e dos flautistas Teun Ramaekers e Nathalie Bolle, completa a seção desses instrumentos na JSO.

Os solos do Arthur com o oboé, como por exemplo em “Plaisir d'Amour”, no DVD Romantic Moments, ou “Guten Abend, gut Nacht”, em vários outros DVDs são simplesmente magistrais.

 

CLARINETE ou CLARINETA

É é um instrumento musical de sopro constituído por um tubo cilíndrico de madeira (também existem modelos de outros materiais), com uma boquilha cônica de uma única palheta e chaves (hastes metálicas, ligadas a tampas para alcançar orifícios aos quais os dedos não chegam naturalmente). Possui quatro registros: grave, médio, agudo e superagudo. Quem toca o clarinete é chamado de clarinetista, que no caso da JSO, é a pioneiríssima Manoe Konings.

Manoe é um caso especial na JSO, pois além de tocar a clarineta, o saxofone, ainda se apresenta com a gaita de fole, e em algumas apresentações da JSO, com um instrumento de cordas (se não me engano seria um banjo, mas a confirmar).


Manoe Konings em ação

O clarinete descende do chalumeau, instrumento bastante popular na Europa pelo menos desde a Idade Média. Em 1690, Johann Christoph Denner, charamelista alemão, acrescentou à sua charamela uma chave para o polegar da mão esquerda, para que assim pudesse tocar numa abertura, o que lhe trouxe mais possibilidades sonoras. Surgiu, assim, o clarinete contemporâneo. Introduzido nas orquestras em 1750, foi um dos últimos instrumentos de sopro incorporados à formação orquestral moderna. A clarineta é usada até hoje nas maiores orquestras do mundo. è um instrumento muito usado no Brasil.

Existem vários sistemas de chaves para clarinetes. O chaveamento para clarinetes foi evoluindo com o tempo e se tornando mais ergonômico, facilitando vibratos e glissandos, e melhorando a afinação. [1]

No inicio do século XIX a clarineta tinha de 6 a 7 chaves mas nao existia um sistema padronizado. Por volta de 1811 Iwan Muller fez vários aprimoramentos a clarineta e por volta de 1815, o sistema Muller com 13 chaves se popularizou.

Hoje em dia o sistema de chaves mais usado é o Boehm. Ele recebeu este nome pois tem como base o sistema com o mesmo nome que se tornou padrão nas flautas transversais criado pelo inventor Theobald Boehm. Esse sistema foi adaptado para o clarinete por Hyacinthe Klosé e Auguste Buffet. [2]

O sistema Muller que foi usado extensivamente no século XIX deu origem a dois sistemas ainda usados hoje: O sistema Albert que é usado no leste europeu, em bandas de jazz (principalmente no sul dos Estados Unidos) e é o sistema preferido dos clarinetistas de Klezmer. E o sistema Oehler que é usado principalmente na Alemanha e Áustria[2]

O número de chaves/registos e de aneis pode variar bastante dependendo do sistema usado, tipo de clarinete, e do fabricante.

Os clarinetes são tradicionalmente feitos de ébano, havendo também modelos feitos de metal, granadilha, ebonite ou plástico. Tendo, os de ébano, um preço muito elevado em relação aos outros.

No início do século XX as frágeis boquilhas de madeira e de vidro foram substituídas por boquilhas de plástico ou ebonite, que fazem a maior parte das boquilhas fabricadas hoje em dia. Atualmente também são fabricados alguns modelos de boquilhas de cristal e de cerâmica, mas essas não são extensamente usadas devido ao alto custo e à fragilidade.

Barriletes e a campanas especializados podem ser feitos de vários tipos de madeira, de alumínio, cerâmica ou outros materiais.

Os clarinetes utilizam palheta simples, uma lâmina feita de cana-do-reino.

O clarinete compõe-se de cinco partes, que são: a boquilha, o barrilete, o corpo superior, o corpo inferior e a campânula.

Boquilha: é a zona do clarinete onde se sopra.

Barrilete: É usado para a afinação. Quando o clarinete está “alto”, puxa-se o barrilete para cima, mas caso contrário, põe-se o barrilete para baixo. Há barriletes de vários tamanhos, barriletes ajustáveis, e anéis de calço são vendidos para correção de afinação.

Corpo superior e inferior: estes corpos são onde estão localizados os buracos e as chaves onde se toca. O som fica diferente à medida que se mudam os dedos de posição, fazendo com que o ar saia por buracos diferentes.

Campânula: A campânula é o “amplificador” do clarinete.

Palheta: O som é produzido devido à passagem do ar, provocada pelo sopro do clarinetista, que faz vibrar a palheta. Os clarinetistas atualmente compram suas próprias palhetas e fazem os ajustes necessários artesanalmente a fim de corrigir as imperfeições destas, para adequá-las à sua própria anatomia e necessidade de som. A palheta é fixada na boquilha por meio da braçadeira, que funciona como um prendedor, onde o clarinetista manipula a força e intensidade com que a palheta está presa na boquilha. Via de regra, a palheta não pode estar demasiadamente frouxa e nem excessivamente apertada.

A clarineta possui semelhanças com o oboé, mas difere deste no que diz respeito à sua forma (o oboé é cônico, e a clarineta é cilíndrica); no timbre (o oboé é rascante, anasalado e penetrante, enquanto a clarineta é mais aveludada que penetrante, menos rascante e mais encorpada); e na extensão de notas (o oboé possui a menor extensão de notas dentre os sopros, enquanto a clarineta, a maior). Essas diferenças se dão principalmente pela forma cilíndrica da clarineta e do uso de apenas uma palheta, enquanto que no oboé, no fagote e no corne ingês (também membros das madeiras) se utiliza uma palheta dupla.

O clarinete pertence a um grupo de instrumentos chamados transpositores, o que, em poucas palavras, pode ser resumido da seguinte forma: A nota escrita (na partitura) é diferente da nota verdadeira: isso por causa da afinação própria do instrumento. Sendo assim, é necessário que haja uma transposição de notas para que o clarinete toque no tom real da música. Isso trouxe facilidade aos músicos, pois, a clarineta possui uma extensão de notas muito grande. Os clarinetes mais comuns são os instrumentos em Si bemol e em Lá. O instrumento em Dó, raramente usado hoje, era muito utilizado na orquestra clássica e pré-romântica (Mozart e Beethoven) e nas sinfonias de Gustav Mahler. Há, também, os clarinetes mais agudos, também conhecidos como requinta em Mi bemol, raramente encontrados em Ré (Richard Strauss e Stravinsky), e as clarinetas mais graves, como as clarinetas alto em Mi bemol, a clarineta baixo em Si bemol e o clarinete contrabaixo em Si bemol. Aparentado com o clarinete, é o cor de basset , afinado em Fá. Enquanto as bandas militares dão preferência ao clarinete alto, as orquestras sinfónicas dão preferência ao cor de basset.

As possibilidades harmônicas, o grande controle de dinâmicas que o instrumento permite, a grande agilidade, a grande extensão de notas, a sua natureza de timbres e o poder sonoro dão ao clarinete uma posição de destaque nas orquestras actuais. Alguns dizem que é o "violino das madeiras", em razão das virtudes mencionadas acima. No entanto, o clarinete ainda não é um instrumento perfeito e algumas notas ainda apresentam sérios problemas de afinação, mesmo com todo o trabalho iniciado pelo flautista Boehm, que foi adaptado posteriormente para os demais sopros. O sistema Oehler é, hoje, considerado o mais apropriado para o clarinete, já que resolveu a maior parte dos problemas deste instrumento, mas, ainda assim, não é perfeito, pois acarretou uma perda de brilho ao timbre natural do clarinete. Enquanto o sistema Boehm, apesar de manter alguns desses problemas, mantém o brilho particular deste instrumento.

O controle dessas imperfeições cabe ao músico, e isso ajuda a tornar o clarinete um instrumento desafiador. Quem se interessar em tocar clarinete, saiba que precisará de muito empenho e dedicação, mas saiba também que irá se encantar com a beleza desse instrumento.

O timbre da clarineta é muito diversificado. Na região grave, chamada de chalumeau o timbre é aveludado, cheio e obscuro; no registro médio, há uma mudança fantástica, pois o timbre se torna brilhante e expressivo. Conforme o registro vai-se tornando agudo, o timbre vai-se tornando cada vez mais brilhante, e ganhando uma natureza humorística, sarcástica.

Fontes: www.andrerieu.com e wikipedia

 

FAGOTE

O fagote é um instrumento musical da família dos sopros. A palavra fagote deriva do italiano fagotto. É constituído por um longo tubo cônico de madeira de cerca de 2,5 metros, dobrado sobre si mesmo. A palheta dupla é fixada em um tudel de cobre, ou bocal.

Aparecendo com sua forma moderna no século XVIII, o fagote figura em orquestras e grupos de música de câmara. Devido ao complicado dedilhado e às palhetas duplas, o fagote é um instrumento particularmente difícil de aprender, e os estudantes normalmente o escolhem após dominarem um outro instrumento de sopro, como a flauta ou o clarinete.

O fagote é o mais grave instrumento de madeira da família dos sopros. Ele se ramifica ainda em outros dois instrumentos: o fagotino e o contrafagote. O fagotino é um fagote menor e mais agudo, que atualmente está em desuso. O contrafagote é maior que o fagote, pesando cerca de 10 kg, e soa uma oitava abaixo deste.

O fagote foi usado inicialmente nas orquestras para reforçar a linha de baixo, e agir como o baixo da família dos instrumentos de palheta dupla. O compositor barroco Jean-Baptiste Lully incluiu em seu Les Petits Violons oboés e fagotes, junto às cordas, em um conjunto de dezesseis peças (e, mais tarde, 21 peças), transformando-o em uma das primeiras orquestras a tocar com os recém-inventados instrumentos de palheta dupla. O compositor Antonio Cesti incluiu um fagote na sua ópera de 1668, Pomo d'oro. No entanto, o uso do fagote nos concertos de orquestra foi muito esporádico até o final do século XVII. O uso crescente do fagote como instrumento basso continuo (baixo contínuo) significou sua inclusão nos corpos orquestrais, primeiramente na França, e mais tarde na Itália, Alemanha e Inglaterra. Enquanto isso, compositores como Boismortier, Corrette, Galliard, Zelenka, Fasch e Telemann escreveram para o instrumento músicas de conjunto e solos. Antonio Vivaldi tornou o fagote bastante proeminente ao compor 39 concertos para o instrumento.

Na metade do século, a função do fagote na orquestra ainda era limitada a um instrumento contínuo — uma vez que as partituras do período não mencionavam especificamente o fagote, seu uso estava associado especialmente às partes dos oboés e outros instrumentos de sopro. No começo da era rococó, compositores como Haydn, J.C. Bach, Sammartini e Johann Stamitz passaram a incluir em suas partituras trechos que exploravam o timbre especial do fagote, mais que sua habilidade para dobrar a linha de baixo. No entanto, trabalhos orquestrais com partes inteiramente dedicadas ao fagote só se popularizaram com a chegada do período clássico.

A sinfonia "Jupiter" de Mozart é um bom exemplo, com seus famosos solos de fagote no primeiro movimento. Outro importante uso do fagote durante a era Clássica foi no Harmonie, um conjunto de câmara formado por pares de oboés, trompas e fagotes; mais tarde, dois clarinetes foram acrescentados, formando um octeto. O Harmonie era um conjunto mantido por nobres alemães e austríacos para realização de concertos particulares, além de ser uma alternativa mais barata às grandes orquestras. Haydn, Mozart, Beethoven e Krommer escreveram consideráveis quantidades de peças para o Harmonie.

Na JSO, Renate Dirix, que não faz mais parte da orquestra, era a fagotista (?) da orquestra e também tocava o saxofone.

Veja-a neste vídeo do YouTube, com o fagote, na música “Plaisir d'amour”, no DVD Romantic Moments, e também solos de Manoe Konings com a clarineta, de Teun Ramaekers com a flauta e de Arthur Cordewener com o oboé.

http://www.youtube.com/watch?v=6Y0_z_LntVo

(Clique a tecla Ctrl e simultaneamente no link para acessar o vídeo)

Vale a pena ver ainda, no DVD “André Rieu Gala Concert”, um divertido duelo vocal entre a Manoe Konings e a Renate Dirix, na música “Tirolrock”.

 

Em seu lugar entrou a Sanne Mestrom, como saxofonista (ao lado da Manoe Konings), e aparentemente não há um músico que esteja na relação de integrantes da JSO, específico para o fagote.

Podemos matar as saudades da Renate com o saxofone, no DVD “Dreaming”, nas músicas “Aimer” e “Send in the Clowns” onde ela faz belíssimos solos com este instrumento.

 

A Sanne “arrasou” com o saxofone, em um concerto realizado em Nova York, que pode ser visto no DVD “New York Memories”, gravado ao vivo no Radio City Music Hall, solando a música “Yackety Sax”.

 

SAXOFONE

Saxofone , também conhecido popularmente como sax , é um instrumento de sopro patenteado em 1846 pelo belga Adolphe Sax, um respeitado fabricante de instrumentos, que viveu na França no século XIX. Os saxofones são instrumentos transpositores, ou seja, a nota escrita não é a mesma nota que ouvimos (som real ou nota de efeito). A maior parte dos saxofones são em B (como o sax tenor e o soprano) ou em E (como o sax alto e o barítono).

Ao contrário da de muitos dos modos de instrumentos tradicionais, que para chegar ao seus formatos atuais foram evoluídos de instrumentos mais antigos, dos quais muitas vezes não se conhece o inventor, o saxofone foi um instrumento deliberadamente inventado. Seu inventor foi o belga Antonie Joseph Sax, mais conhecido pela alcunha de Adolphe Sax. Filho de um fabricante de instrumentos musicais, Adolphe Sax aos 25 anos foi morar em Paris, onde começou a trabalhar no projeto de novos instrumentos. Ao adaptar uma boquilha semelhante à do clarinete a um oficleide, Sax teve a ideia de criar o saxofone. A data exata da criação do instrumento foi em 28 de junho de 1840.

Ao longo do tempo, diversas modificações foram feitas, como a chave de registro automática, introduzida no início do século XX em substituição às duas chaves de registro que deveriam ser alternadas manualmente pelo instrumentista. Entretanto, as características gerais do instrumento permanecem as mesmas dos originais criados por Adolphe Sax.

O saxofone é um instrumento fabricado em metal, geralmente latão, com chaves, numa mecânica semelhante à do clarinete e à da flauta. É composto basicamente por um tubo cônico, com cerca de 26 orifícios que têm as aberturas controladas por cerca de 23 chaves vedadas com sapatilhas feitas de couro e uma boquilha que pode ser de metal ou de resina, na qual se acopla uma palheta de bambu ou de material sintético.

A família do saxofone é extensa. Todos os membros compartilham a mesma digitação e a escrita é sempre em clave de sol, variando a transposição de acordo com o registro do instrumento.

Dentre os sete instrumentos originalmente produzidos, há:

O projeto de Adolphe Sax previa um instrumento ainda mais grave que o saxofone contrabaixo, entretanto, esse instrumento não chegou a ser produzido.

 

FLAUTA

A flauta é instrumento musical de sopro da família das madeiras formado por um tubo oco com orifícios. É um aerofone que, a partir do fluxo de ar dirigido a uma aresta que vibra com a passagem do ar, emite som. [1] Bastante antigo, a execução de tal instrumento consiste no ato de soprar o interior do tubo ao mesmo tempo em que se tapam e/ou destapam os orifícios com os dedos. [1] De acordo com o sistema de classificação de instrumentos de Hornbostel-Sachs a flauta é classificada como um instrumentos de sopro. A pessoa que toca flauta é chamada de flautista.

Além da voz, as flautas são conhecidas por serem os primeiros instrumentos musicais. Existem flautas conhecidas datadas de 40.000 a 35.000 anos atrás, que foram encontradas na região dos Alpes Suábios (Alemanha). Essas flautas demonstram uma tradição musical que se desenvolvia desde os primórdios da presença humana moderna na Europa. [2]

Aristóteles fez a seguinte declaração sobre o instrumento: "Nós escutamos uma canção na flauta com mais prazer do que na lira, pois o canto da voz humana e a flauta se misturam bem por causa da suas correspondência e simpatia, um e o outro se animam pelo vento! " [3]

As primeiras flautas assemelhavam-se a apitos, pois só tinham um orifício (buraco) e eram feitas da tíbia de animais e de humanos. Com o passar do tempo a flauta foi evoluindo-se e deu origem a outros instrumentos de sopro, como o oboé, o fagote, a flauta doce e a flauta transversal. [4]

Como todo instrumento musical primitivo, a flauta teve um papel mágico. Ela era usada para acompanhar os rituais religiosos. Algumas culturas proibiram o uso das flautas pelas crianças e as mulheres sob pena de morte. Ainda hoje temos exemplo disso, como no Xingu brasileiro.

O alemão Theobald Boehm, em 1832, inventou o sistema moderno da flauta transversal, com a introdução de chaves no instrumento (que também é usada em vários instrumentos de sopro, como o saxofone, por exemplo). [5]

A flauta possui um som melodioso, de timbre suave e doce. [12] Seu som depende essencialmente, por um lado, da natureza e da direção da onda de ar e, por outro, do comprimento da coluna de ar. O som fundamental da flauta é o DÓ3, a partir do qual a extensão do instrumento é de 3 oitavas, graças aos harmónicos 2 e 4 (oitava e dupla oitava), cuja emissão é obtida pela modificação da pressão do sopro.

Há diversos tipos de flautas, como:

  • Flauta doce ou flauta de bisel - Flauta vertical, de madeira e bisel, acionada diretamente pelos lábios do executante. Foi o instrumento musical mais popular na idade média. São afinadas em DÓ e em FÁ, e produzem um som melodioso e extremamente confortante. Existem vários tipos de flauta doce, a saber: [14]

soprano - A mais conhecida. Emite sons agudos

sopranino - sons agudíssimos;

alto ou contralto - sons agudos e médios;

tenor - sons médios e graves;

baixo - sons graves e gravíssimos;

contra-baixo - sons gravíssimos.

  • Bansuri (India)
  • Cangoeira - Flauta indígena (brasileira) feita de ossos de guerreiros mortos.
  • Diaulo - Flauta dupla, usada entre os gregos
  • Flauta Mizmar - Som agudo que se assemelha a um “mosquito”. Muito usada na música folclórica árabe. [19]

Na JSO, as flautas estão a cargo de Teun Ramaekers e Nathalie Bolle.

É maravilhoso vê-los e ouví-los em “Amazing Grace”, Auld Lang Syne”, “The Last Rose”, por exemplo, que estão em vários DVDs.

Teun fez um belíssimo solo com a flauta, ao lado do André durante o programa “Zauber der Muzik”, que foi apresentado em Salzburg, Áustria, na música “Oh, Danny Boy”.

Este programa não existe em DVD; foi transmitido pela ZDF (canal de TV da Alemanha) apenas.

 

GAITA-DE-FOLE

Sob o ponto de vista histórico, é extremamente polêmica a discussão sobre as origens deste instrumento, havendo diferentes teorias a respeito. Contudo, é aceito por muitos que sua provável gênese tenha se dado no entorno do Mediterrâneo ou do Oriente Próximo, onde havia farta matéria-prima e onde o instrumento proliferou em variedades. Em especial, questiona-se muito hoje se a civilização egípcia realmente cultivou o instrumento de forma relevante, visto a inexistência de registros.

A polêmica se torna maior ainda quando debate-se sobre sua difusão. Alguns crêem que o Império Romano a tenha disseminado pela Europa, visto os registros escritos do historiador romano Gaio Suetônio Tranqüilo e do filósofo grego Dio Crisóstomo (ambos do século I a II d.C.) sobre um aerofone semelhante a uma gaita-de-fole, utilizada por soldados durante marchas e momentos de lazer, chamada Tibia Utricularis. Outros pesquisadores, no entanto, não aceitam essa tese, pois defendem que os povos antigos já comerciavam entre si, havendo um grande intercâmbio de cultura muito antes da ascensão romana.

Os primeiros registros sólidos de diferentes modelos do instrumento datam a partir de meados da Idade Média, por meio de esculturas, pinturas, gravuras e textos. Suas propriedades sonoras, de alta potência, sempre agradaram muito as populações mais modestas, pastoris, entre as quais o instrumento sempre foi admirado.

A partir da Renascença e principalmente a partir do período Barroco é que se desenvolveram modelos de gaita-de-fole mais “sofisticados”, com fole mecânico e inúmeras chaves e reguladores, capazes de soarem mais de uma oitava numa escala cromática – são as musetas, que apesar do nome, proliferam inicialmente não só na França como na Alemanha.
Esses modelos chegaram posteriormente à Inglaterra e finalmente à Irlanda, sendo adaptados à estética local.

Infelizmente, foi justamente nesse período que as gaitas-de-fole começaram a sofrer seu declínio, especialmente as de ar quente. A estética musical começava a se transformar, novos instrumentos como os metais passam a competir com as gaitas. As gaitas-de-fole passaram
a ser cada vez menos preservadas e, pouco a pouco, retornaram às suas origens: populações pastoris, isoladas, onde é forte a preservação de suas tradições.

Uma das raras exceções a essa trajetória é a gaita das Highlands, a essa altura tratada pelo povo britânico como um instrumento de guerra e mantido entre os batalhões reais, preservando-se e desenvolvendo-se suas características e repertório. Também, graças ao Império Britânicoé que a gaita das Highlands disseminou-se pelo globo, sendo difundida entre os povos outrora colonizados e nos quais até hoje se toca o instrumento.

A partir de inícios do século XX é que se retomou de forma relevante o gosto pelo instrumento.

Inicialmente a partir de iniciativas pontuais, como a oficialização de bandas e campeonatos entre os escoceses e encontros de músicos tradicionais na França. O sopro de revitalização aumentou ao longo das décadas, e cada vez mais povos perceberam a riqueza daqueles antigos instrumentos. Em meados dos anos 1970, alguns modelos centrais do instrumento – como a gaita galega, a irlandesa e a das Highlands – sofreram alterações morfológicas e de repertório que atendiam estéticas musicais modernas, dividindo opiniões sobre sua legitimidade. Novas gaitas, como a smallpipe escocesa, surgem a início dos anos 1980, ajudando a difundir ainda mais o gosto por esses instrumentos.

Hoje, as gaitas-de-fole de diferentes modelos alegram o público, seja por meio de performances tradicionais ou modernas, com a adição de novos arranjos. Infelizmente, essa retomada deu-se de forma tardia a muitos modelos do instrumento, que chegaram hoje até nós apenas na forma de um ou dois modelos únicos quando muito, e com repertório
tradicional limitado ou nenhum, visto a falta de registros de uma tradição oral e a extinção dos músicos tradicionais. Foi o caso de modelos como a säckpipa sueca e da düdelsack germânica, ou da gaita transmontana, que está em vias de extinção.

Dentre as hipóteses menos consideradas por historiadores sérios está o famoso mito celta. Para muitas pessoas, a gaita-de-fole estaria associada a povos descendentes dos celtas, os quais teriam criado e desenvolvido o instrumento. Muitas influências modernas contribuíram para essa crença, como o movimento New Age e a ignorância de outros modelos além da gaita das Highlands.

O fato é que as gaitas-de-fole se desenvolveram independentemente dos povos celtas, sem qualquer relação com eles. Para além das diversas torrentes migratórias ao longo dos séculos por diferentes povos, hoje questiona-se muito a real extensão desse povo.

Esse mito hoje serve sobretudo às indústrias culturais de massas, em especial à fonográfica e à cinematográfica.

Diferentes modelos de gaitas-de-fole estiveram intimamente ligados à religiosidade ao longo dos séculos. Registros medievais trazem-nos a associação desses a festividades, cultos, peregrinações e procissões. Isso se deve muito pelo fato de diversas comunidades pastoris
apresentarem fortes crenças religiosas, meio em que as gaitas-de-fole eram mais populares. Ademais, igrejas européias de diferentes períodos apresentam esculturas e pinturas de anjos a tocar gaitas-de-fole, em parte por iniciativa dos próprios artesãos e alvineiros -- os quais em grande parte tinham contato com o instrumento.

Apesar disso, com a ascensão de outro aerofone – o órgão de tubos– e o uso comum das gaitas em festividades folclóricas e populares, vincularam-na cada vez mais a uma imagem pagã, sendo prescrita em diferentes momentos da história em diferentes localidades, especialmente por religiões cristãs. A Reforma Protestante, de John Knox, é um exemplo de como a imagem do instrumento foi alterando-se com o tempo: tocar gaita-de-fole passou a ser um pecado na Escócia do século XVI.

Características do instrumento:

Gaita-de-fole (também gaita de foles, cornamusa, museta, musette ou simplesmente gaita) é um instrumento da família dos aerofones, composto de pelo menos um tubo melódico (chamado ponteiro ou cantadeira, pelo qual se digita a música) e dum insuflador mediado por
uma válvula (chamado soprete ou assoprador), ambos ligados a um reservatório de ar (chamado fole ou bolsa); na maioria dos casos, há pelo menos mais um tubo melódico, pelo qual se emite uma nota pedal constante em harmonia com o tubo melódico (chamado bordão ou ronco). É um instrumento modal, na maioria das vezes jônio (modo de dó), apesar de haver modelos em modos mixolídio (modo de sol) e eólio (modo de lá), para além de possíveis outros.

A cantadeira possui a peculiar configuração de ser construída baseada numa nota (chamada tonal, geralmente soada com todos os furos fechados), e afinada noutra (chamada sensível, geralmente a primeira nota aberta), a qual rege a afinação da nota pedal soada pelo bordão
(geralmente uma oitava abaixo da nota sensível da cantadeira). As possíveis afinações variam de gaita para gaita, geralmente em dó, ré, sol, lá, si ou si bemol.

Outra peculiaridade das gaitas-de-fole é integrarem o restrito grupo de instrumentos de ar que tocam contínua e mecanicamente, sem necessidade de pausa para o músico respirar.

Podemos dividir as gaitas-de-fole em três categorias relativas à morfologia do ponteiro, a peça onde o gaiteiro toca com os dedos: 1º as que possuem ponteiros cónicos e que regra geral funcionam com palheta dupla; 2º as de ponteiros cilíndricos que costumam possuir palheta
simples; 3º e as de ponteiros cilíndricos duplos com palheta dupla e sem qualquer bordão a emitir nota pedal. Esta classificação refere-se unicamente ao modo como os ponteiros são torneados no seu interior e não ao seu aspecto externo já que pode acontecer que ponteiros com conicidade interna sejam cilíndricos no seu exterior e vice-versa. As palhetas, quer sejam de lâmina dupla ou simples, são geralmente feitas com cana-do-reino (Arundo donax). Já as palhetas de lâmina simples, são chamadas de palhão.

Fonte: Wikipédia

A multiinstrumentista Manoe Konings é a gaiteira da Johann Strauss Orkest.

Veja-a, simplesmente fenomenal, com a gaita de fole na música “Amazing Grace”, neste vídeo do YouTube, "André Rieu & Australian Pipe Band - Scotland the Brave & Amazing Grace", http://www.youtube.com/watch?v=_CFBh7uWPgU&feature=related, durante um dos concertos da JSO na Austrália.

Neste vídeo o flautista Teun Ramaekers também dá um “show”, à frente do palco junto com André e Manoe.

André há tempos vem convidando várias Bandas de Gaita de Fole (pipe bands) para seus concertos, como por exemplo, a Scotish Pipe Band (2008 e 2011); a Australian Pipe Band (2008 e 2009); a European Pipe Band; a Rhine Power Pipe Band (tour de 2008) e a Concord Pipe Band (Amsterdam, 2011).
Há vários vídeos no You Tube onde os fãs podem curtir tais apresentações, com o nosso querido Maestro sempre demonstrando bastante emoção.

Destacamos a apresentação da JSO com a European Pipe Band, no DVD “La Vie est Belle”, envolvendo cerca de 300 componentes, e também a execução da “Amazing Grace, com solo de André, Teun e Manoe, juntamente com alguns gaiteiros da Banda Marcial dos Fuzileiros Navais, no Ibirapuera em São Paulo – 2012.

As Gaitas-de-Fole utilizadas pelas Bandas Marcial e Sinfônica dos Fuzileiros Navais do Brasil foram presentes da Rainha da Inglaterra para o navio USS Saint Louis”, em 1951, pertencente à Marinha norte-americana.

No ano seguinte, quando esse navio foi incorporado à Marinha do Brasil, com o nome de “Cruzador Tamandaré”, as gaitas foram doadas pela tripulação ao corpo de Fuzileiros Navais.

Fonte: www.mar.mil.br

 

HARPA

A  Harpa , juntamente com a  Flauta, é um dos instrumentos  mais antigos de que se tem notícia; e sse instrumento provavelmente procede dos ancestrais arcos utilizados para caçar alimentos; o homem primitivo percebeu, aos poucos, que um som era produzido quando suas mãos tocavam levemente as cordas da arma improvisada.

O formato da Harpa lembra a forma desses arcos: e la tem a forma triangular, e é constituída de corpo, pedais e cordas; a s cordas, de extensões distintas, estão posicionadas em um patamar perpendicular à tampa da caixa de ressonância. Elas são atadas por cravelhas, que são peças em que se enrola a ponta superior das cordas do instrumento para que elas sejam tensionadas.

Há duas espécies de Harpas: as de caixilho, espécie de moldura de madeira ou metal, e as abertas.

A primeira tem um traço distintivo, a presença de uma coluna simples que conecta a região da caixa de ressonância à consola, esfera superior recurva deste instrumento; a segunda, por não apresentar o pilar, tem uma configuração curvada – é o caso da lira e da harpa africana.

Há também a Harpa portátil que é indubitavelmente originária das terras irlandesas, e é inclusive utilizada como o símbolo heráldico da Irlanda.

Tem-se conhecimento através de fábulas épicas, poesias e trabalhos de arte, que as Harpas existiam há séculos antes de Cristo, na Babilônia e Mesopotâmia.

Foram encontrados desenhos de Harpas na tumba do Faraó Egípcio Ramsés III (1198 - 1166   a.C.), em esculturas da Grécia   antiga, e em  cavernas do Iraque que datam desde 2900 a.C.; textos religiosos judaico-cristãos afirmam que a Harpa e a Flauta existiam antes mesmo do   Dilúvio.

Em monumentos históricos, como a cripta do faraó egípcio Ramsés III, que viveu de 1198 a 1166 a .C., em esculturas gregas da era antiga e em cavernas iraquianas, que remontam a 2900 a .C., foram encontrados desenhos de Harpas.

A Harpa chegou à Espanha durante o século VIII, com as invasões islâmicas da Península Ibérica e de lá se espalhou por toda a Europa. Durante a  Idade Média, acabou se tornando instrumento obrigatório em todos os jograis, danças e festividades; no século XV, até a nobreza se rendeu ao som das Harpas e os membros das cortes reais começaram a estudar   o instrumento.

Até então sua base continuava a mesma de desde a antiguidade; foi a partir do século XVI que o instrumento começou a receber seus primeiros aprimoramentos,

Por volta do ano de 1720 foi inventada a Harpa com pedais; um desenvolvimento muito importante para o instrumento; acredita-se que tenha sido inventada por Celestin Hochbrücker , e aperfeiçoada mais tarde pelo francês Érard, em 1810.

Atualmente a Harpa Sinfônica tem a extensão de seis oitavas, com 46 ou 47 cordas paralelas e sete pedais; quatro destes são correspondentes ao pé direito e três são acionados pelo pé esquerdo.

A Harpa produz um som inebriante, impossível de ser traduzido verbalmente, daí seu intenso poder de sedução. Ela é tocada através de uma técnica denominada dedilho, ou seja, a sonoridade é obtida pela vibração das cordas quando elas são ativadas pelos dedos dos instrumentistas.

Na lista de integrantes da JSO, atualmente não há referências a um harpista em atividade; mas em alguns DVDs pode-se ver a Harpa sendo executada por Chaja van Royen, e segundo informe do Centro Cultural 25 de Julho de Blumenau, este instrumento foi executado também por Alicja Zajackowska; não foram encontradas informações no site oficial de André Rieu sobre o assunto; porém nos créditos do folder que acompanha o DVD “New York Memories” aparece o nome da Alicja como harpista naquele concerto, talvez participando como “free lancer”.

Neste link http://www.youtube.com/watch?v=pTpSZpQyWC4 pode-se ver que a harpista era a Chaja van Royen, que aparece rapidamente em close neste vídeo do You Tube, na música “Salut d'Amour”, do DVD Dreaming, de 2001.

Fontes: Wikipédia; Centro Cultural 25 de Julho de Blumenau; e www.infoescola.com

 

TROMPA ALPINA - e a suavidade de seu som

(Utilizada por André Rieu no Programa Zauber der Muzik – Salzburg, Áustria – 2001; leia mais ao final desta página)

A Trompa Alpina é um instrumento tradicional dos Alpes suíços, conhecido no país desde o século VI.

Este instrumento era muito usado pelos pastores da época para se comunicar, além de fazer música.

Por gerações, pastores e vaqueiros tocam a Trompa Alpina do alto dos prados para avisar suas famílias nos vales que está tudo bem. Mas antigamente seu uso principal era chamar as vacas para serem ordenhadas. Na Suíça, há muito tempo acredita-se que o som agradável das Trompas Alpinas ajuda a tranquilizar as vacas enquanto são ordenhadas.

No inverno, quando as vacas eram levadas de volta para o estábulo nos vales, muitos vaqueiros tocavam a Trompa Alpina nas cidades para ganhar algum dinheiro extra. No passado, esse instrumento era usado até mesmo para chamar os homens para as guerras.

Tais instrumentos têm mais de três metros de comprimento, podendo atingir até quatro metros, e terminam numa campânula ligeiramente virada para cima.

Lembra ou até pode ter sido originária da forma do chifre dos animais. O som da Trompa é produzido pelo som da vibração dos lábios apoiados no bocal.

Nos dias de hoje, o instrumento é construído com objetivos diferentes, como para serem usados nos festivais de canto tiroleses, utilizados em competições de luta suíça e para entreter turistas.

É um instrumento bastante peculiar, e embora não pareça muito prática (algumas são duas vezes maiores do que uma pessoa), a Trompa Alpina é portátil: alguns tipos podem ser desmontados e colocados em uma maleta própria.

Seu som pode ser ouvido até 10 quilômetros, ecoando pelos vales no alto dos Alpes.

A Trompa Alpina é tradicionalmente feita do abeto, árvore comum nos belos Alpes suíços; forças da natureza fazem com que abetos que crescem nas encostas íngremes de montanhas desenvolvam um formato curvo em sua base.

Depois que o artesão escolhe uma árvore, ele a corta habilmente em dois e remove o interior de cada metade com cinzéis especiais. Só essa fase pode levar até 80 horas! O artesão então lima e lixa o lado de dentro da árvore. Daí, ele cola as metades, enfaixando-as de modo bem justo com tiras de casca de bétula. Ele também coloca um apoio de madeira, que dá suporte enquanto a Trompa é tocada. Finalmente, depois de colocar uma boquilha no instrumento e decorar a campânula com uma pintura ou desenho, o artesão o reveste com um verniz resistente às intempéries.

A princípio, a Trompa Alpina talvez pareça fácil de tocar. Afinal, ela não tem buracos, teclas nem válvulas. O desafio é regular a passagem do ar pelo corpo do instrumento para produzir o som desejado.

As Trompas Alpinas produzem apenas 12 notas naturais. Embora nem todas as melodias possam ser tocadas nesse instrumento, algumas músicas são feitas especialmente para ele, possibilitando ao músico demonstrar toda a sua perícia.

Compositores famosos incluíram o som da Trompa Alpina em suas partituras. Por exemplo, Leopold Mozart, pai de Wolfgang Amadeus Mozart, compôs a “Sinfonia Pastorella para orquestra e   corno pastoritio”,   que é um tipo de Trompa Alpina. Brahms imitou o som da Trompa Alpina usando flautas e outros tipos de trompa, e Beethoven, em sua Sinfonia Pastoral, imitou a Trompa Alpina para evocar lembranças da vida no campo.

A primeira referência escrita à Trompa Alpina encontra-se num livro contábil de 1527 pertencente ao mosteiro de Santo Urbano, Suíça, e hoje, quase 500 anos depois, o toque suave da Trompa Alpina ainda pode ser ouvido ecoando pelas majestosas campinas da Suíça.

André Rieu utilizou sete dessas Trompas no programa Zauber der Muzik, ambientado em Salzburg - Áustria, apresentado também pela TV SF 1, da Suíça, salvo engano, ainda em 2001.

(André e Bárbara Wussow apresentaram o Zauber der Muzik, ambientado em Salzburg em 2001; em 2002, apresentaram o segundo programa de uma série de três, com as filmagens em Maastricht; o terceiro foi realizado em Viena em 2003.)

Divirtam-se lendo adiante uma tradução dos diálogos do primeiro programa (Salzburg), extraídos do site www.andrerieutranslations.com.

Nas cenas que se referem à Trompa Alpina, os dois apresentadores estavam à procura de sete de seus músicos que haviam “desaparecido” na cidade.

Foram encontrados nas escadarias da Catedral de Salzburg, (a praça em frente á Catedral é muito usada para apresentações teatrais e musicais), tocando as Trompas Alpinas, de uma forma majestosamente suave, que certamente encantou a todos que assistiram ao programa.

Infelizmente aquele programa não foi lançado em DVD, mas somente apresentado na televisão.

O sete músicos “fujões” da orquestra eram Marc Doomen ( trompista que já não faz parte da JSO), Roger Diederen (trompestista) , René Henket (trompetista), Tom Maessen (baixo tuba), Leon van Wijk (trombone e acordeon), Ruud Marx (trombone), e um outro músico que não deve fazer mais parte da orquestra, pois não há registro de seu nome na listagem atual de integrantes.

Não foi encontrado um vídeo da JSO com as Trompas Alpinas na Internet, mas localizamos no YouTube um vídeo com três artistas suíços, cujo som foi o mais semelhante ao som que os músicos da JSO produziram no programa Zauber der Muzik (A Magia da Música), e cujo link está colocado a seguir: http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=O6tj1r-5TeA

 

Programa “Zauber der Muzik” (A Magia da Música), Salzburg, Áustria, 2001

“Em 2001 André e Bárbara Wussow apresentaram um musical para a TV alemã ZDF.

Foi o primeiro de uma série de três, filmado em Salzburg, cidade natal da Bárbara.

O programa fez um grande sucesso, e foram realizados mais dois, um em Maastricht (2002) e outro em Viena, a Cidade da Música (2003).

Foram programas maravilhosos, e para dar-lhes uma pequena idéia da atuação do nosso Maestro como apresentador, transcrevi o primeiro dos programas “Zauber der Muzik” , diz Sonja Harper, no site www.andrerieutranslations.com, dos EUA.                          

O nome escolhido para esse programa foi “Um Sonho Musical em uma Noite de Verão, apresentado por André Rieu e Bárbara Wussow”.

Diálogos:                                                   

Bárbara:
Este (escolhendo vestidos no quarto do hotel), não é muito romântico.
Oh, meu Deus, não consigo achar nada para vestir e ele logo estará chegando aí.
É este! sim, é um belo vestido; vou parecer maravilhosa nele, e será uma tarde maravilhosa. Ah, lá está ele; agora tenho de me aprontar rápido.
Vamos, vamos logo.
Senhor Rieu, aqui estou eu!

André:
Alô! Como você está adorável, Bárbara.
Não quer me mostrar a cidade?

B:
Sim, vou apresentá-lo a Salzburg.

A:
Vamos então; Salzburg aqui vamos nós!

B:
Oh, sim!

O passeio por Salzburg:

André e Bárbara tomam uma carruagem e iniciam um passeio por Salzburg, mostrando os belos locais e edifícios da cidade.

A:
Obrigado, obrigado pelo passeio! É uma cidade muito charmosa.

B:
Sem dúvida, esta noite você vai emprestar o seu charme especial a Salzburg.

A:
Hum, ela sabe também elogiar.

B:
Mas somente aqueles cavalheiros que os mereçam.

A:
Aha, tentarei me esforçar ao máximo esta noite – por você; mas agora devo voltar para os ensaios.
Até logo! Vejo-a mais tarde.
E voltando-se para o cocheiro: “Para a sala de concertos, por favor

(Bárbara entra no hotel e André segue na carruagem)

No teatro, onde seria realizado o programa, Bárbara dirige-se aos telespectadores, ambientada fora da sala de concertos:
“Salzburg está na expectativa de Andre Rieu. E eu estou feliz em tê-los aqui esta noite, quando a magia da música pode ser ouvida por toda Salzburg.
Nós teremos maravilhosos convidados - Andrea Bocelli, Anna Maria Kaufmann, Lucia Aliberti, The Young Tenors, Erkan Aki e muitos, muitos outros.
Eles apresentarão melodias e canções que você conhecem e amam, e que são imortais.
Bem, tenho de ir agora; eles estarão aqui em um minuto.
Vejo vocês dentro da sala de concertos.”

E já no palco, Bárbara apresenta André à platéia:
“André Rieu e sua Orquestra!”

B:
(dirigindo-se a André): Boa noite, aqui em Salzburg.

A:
Boa noite também, aqui em Salzburg.

B:
Salzburg está na expectativa da presença de Andre Rieu.
E eu estou feliz em vê-los aqui essa noite quando a magia da música pode ser ouvida através de Salzburg.
Nós trouxemos convidados maravilhosos: Andrea Bocelli, Erkan Aki, Lucia Aliberti, Anna Maria Kaufmann, Die Jungen Tenoere e muitos, muitos outros. Eles apresentarão melodias que todos vocês conhecem e amam, melodias que são inesquecíveis. Eu estou particularmente na expectativa de um cavalheiro muito especial aqui ao meu lado.
Ele é holandês, de acordo com o seu passaporte, e ele é austríaco, de acordo com o ritmo da sua música:
“O Senhor Ritmo Três por Quatro, em pessoa: André Rieu!”


A:
Obrigado, obrigado! Tentarei retribuir este elogio. Meus Senhores e Minhas Senhoras, ela não é somente fantástica quando aparece na tela; é muito mais fantástico poder estar ao lado dessa senhora; admirada por mim e por milhões de outras pessoas, charmosa e tão fantásticamente doce, com o sorriso mais doce deste mundo: Bárbara Wussow!

B:
Esses holandeses nâo são charmosos? André, eu, gentilmente o convido a retornar à sua orquestra.
Estou feliz em anunciar que uma noite de melodias inesquecíveis está defronte aos senhores.
É como estou dizendo, são melodias que vocês todos conhecem e podemos todos cantar e acompanhar logo depois da primeira nota.
E estou certa que vocês também identificarão a primeira melodia; é a canção tema do filme “The Third Man”, composta por Anton Caras.
Andre Rieu e sua orquestra a interpretam hoje com um novo arranjo.
“André Rieu e sua orquestra ...” (A JSO apresenta a melodia “The Third Man”)

B:
Este foi André Rieu! André Rieu e sua orquestra e “The Third Man”.
(Bárbara cita várias salas de concertos, em diversos países, como EUA, Itália, Inglaterra, Alemanha, Rússia, Bélgica.)
E continua: “Ela conhece todas elas e todas a conhecem – Lucia Aliberti.
Sua maravilhosa voz, seu “belcanto” é dona das mais difíceis melodias no mundo das óperas. Ela veio a Salzburg cujo nome por si só, soa como música.
Por favor, bem vinda, Lucia Aliberti, que será acompanhada pela orquestra de André Rieu, que também vem acompanhando outras estrelas, pela primeira vez, na TV Alemã.
Vamos ouvir o tema de amor de “The Godfather”
“Lucia Aliberti!”, anuncia.

B:
Lucia Aliberti, que voz! O ano 2001 é o Ano de Verdi: 100 anos atrás, exatamente em 27 de janeiro de 1901 Verdi falecia.
Suas obras estão ligadas aos mais impressionantes e dramáticos trabalhos da história da música.
E a voz de soprano de Lucia Aliberti está também entre as mais impressionantes vozes da história da música.
Portanto, Verdi, mais uma vez.
Então ouçam a aria Brindisi , de “ La Traviata ”, com Lucia Aliberti.
Sim, fantástico, não é? Inacreditável!

(E em ambiente externo, caminhando pelas margens de um rio)

 

A:
Você canta também?

B:
Não, não canto; apenas canções de ninar para meu filho à noite ou na cozinha enquanto preparo o jantar; é tudo.

A:
Estou certo que você tem uma bela voz; deixe-me ouvi-la.

B:
Não nem para você eu cantaria aqui porque em Salzburg apenas aqueles que realmente sabem cantar é que têm permissão para fazê-lo; e eu não canto. Mas conheço alguém que canta muito bem; Desde muito jovem, ele vem seguindo uma carreira luminosa, e com sua voz impressionante, ele encanta os experts em ópera.
Naturalmente que ele canta obras de...

A:
Verdi, naturalmente.

B:
Verdi, naturalmente. Você irá ouví-lo agora em uma das mais tocantes melodias de opera: “Va Pensiero”, do coro de prisioneiros da opera Nabuco. Ouça Erkan Aki.

(Erkan inicia o “Va Pensiero” em ambiente externo e termina no palco dentro do teatro, acompanhado pela JSO)

B:
Erkan Aki. Uma voz maravilhosa e um rapaz ainda muito jovem e atraente; estou encantada;
Verdi também compunha por encomenda, eu não sabia, mas você sabe de tudo isso. Minha profissão é um pouco diferente, e então fiquei surpresa.
Por exemplo, ele escreveu para determinados eventos, como a opera “Aída”, que fala sobre o Egito, para a abertura do Canal de Suez; eu não sabia disso.
E ele compôs para as melhores vozes do mundo naquele tempo.

(E o programa continua)

A:
Você sabe quem compôs para as melhores pernas do mundo?

B:
As melhores pernas do mundo?
Não, não sei.

A:
Johann Strauss, naturalmente!

B:
Naturalmente!

A:
É um fato bem conhecido, Senhoras e Ssenhores, que ele tocava suas polcas tão depressa que as pessoas tropeçavam sobre suas próprias pernas.
Vamos apresentar agora uma dessas polcas: “Auf Ferienreise” (Em Viagem de Férias).

B:
É realmente muito rápida.
Ufa ! Realmente se tropeça sobre as pernas; vamos adotar um lema: “velocidade – sem chance”.
Vocês irão ouvir algo especial agora, todos vocês a conhecem. É uma das mais difíceis, mas também mais populares peças para piano: é o “Hummelflug” (O vôo do zangão), de Rimski Chorsachow.
Mas esta composição será apresentada para vocês de uma forma que vocês nunca viram antes.
Vão ver um mestre do piano, um mestre de mãos encantadas.
E anuncia: Joja Wendt apresentando o “Hummelflug”.

B: (após a apresentação do pianista Joja Wendt, acompanhado pela JSO)
André, posso lhe oferecer um docinho?

A:
Naturalmente. O que é isto?

B:
São “Chocolates de Mozart” genuínos.

A:
Parece bom!

B:
Também acho. Eles foram criados em Salzburg, em 1890, por um mestre confeiteiro.
No centro contém pistache, marzipan e nougat em toda a volta, e chocolate meio amargo tudo em volta. Gosto muito deles; conheço todos os doces. Agora, preparei algumas questões para você; diga-me, você sabe o que é “Specknocken, Polsterzipfeln, Hasenoehrin, sabe?

A:
Que língua é essa?

B:
Você gostaria de telefonar para alguém, ou colocar uma aposta de 50/50? Bem, vou lhe dizer: são especialidades de Salzburg; você pode comê-las e todas são deliciosas.

A:
Agora, eu é que tenho uma pergunta: uma pergunta difícil – “onde nasceu Mozart?”

B:
Oh, André, não é difícil. Naturalmente que foi aqui em Salzburg, não muito longe daqui, em Getreidegasse.

A:
Esta foi muito fácil, esta; próxima pergunta: você sabe onde a opereta “The Merry Widow” (A Viúva Alegre) foi apresentada pela primeira vez, em 1940?

B:
Posso perguntar para a platéia? Vocês sabem? Podem me ajudar e me dizer onde foi? Ou você prefere me dar a resposta agora? Imediatamente.

A:
Foi aqui em Salzburg; E vamos apresentar agora minha canção preferida dessa opereta – “Vilja-Lied”.

B:
Salzburg – Salzburg e a música, uma eternal combinação. Mas, à parte de Mozart, à parte de todos os compositores, artistas e festivais anuais, há também outras recordações. Por exemplo, aqui, não muito longe da “Kongresshaus”, está o jardim do Castelo de Mirabelle, e o que aconteceu lá?

A história da Condessa Von Trapp, a Condessa austríaca von Trapp, uma ex-noviça, que, junto com sua família, iniciaram a divulgação triunfante da Áustria no Novo Mundo.

Essa história foi contada em filmes; nos anos 1956 and 1958, com Ruth Leuwerik e Hans Holt, e naturalmente, foi realizado também o musical “The Sound of Music” (A Noviça Rebelde) com Julie Andrews e Christopher Plummer.

E uma das cenas principais, quando eles se apaixonam, foi filmada não muito longe daqui, no jardim do Castelo de Mirabelle.  
Lá eles cantaram e dançaram para os corações dos amantes do cinema e os levaram às lágrimas.

Disse-me André, também, que foi este filme que o levou a apaixonar-se por Julie Andrews.

Vocês vão agora, ouvir com André Rieu e sua orquestra a canção título do filme “The Sound of Music” e, logo após, “Edelweiss”.

A:
Minhas Senhoras e Meus Senhores, como vocês sabem, a valsa tomou conta de mim; mas vocês sabem de onde a valsa se originou? Sim, naturalmente, da Áustria; mas onde e como? Vou contar para vocês: na Idade Média havia uma dança aqui, chamada “Laendler”, uma dança dos camponeses. E aqui, nas proximidades de Salzburg, o “Laendler” era denominado “Wickler”, que quer dizer: enrolar. Porque era chamado assim, não se sabe. Talvez porque eles se enrolassem com suas vestimentas, ou enrolassem suas pernas.
Era uma dança de camponeses e acontecia nas áreas rurais, e os dançarinos usavam grandes botas.
Era também uma dança famosa e interessante, pois Mozart, Haydn, Beethoven, por exemplo, foram por ela influenciados em suas composições.
E aos poucos, o “Wickler” foi saindo das fazendas para os salões chiques de dança e aquele “Wickler” original dos fazendeiros transformou-se em elegantes trajes deslizantes pelos salões, e as grandes botas foram substituídas por delicados e estilosos sapatos.
E foi assim que a Valsa começou; vocês não sabiam disso, sabiam?

B:
Grande teoria André, mas e quanto à prática?

A:
Onde está você?

B:
Bem, onde você pensa que estou? Eu gostaria de saber o que você acha de apresentarmos essa dança? Que tal demonstrar?

A:
Dançar? Ok, eu adoraria; quando você quiser.

B:
Vamos ver uma prova disso, aqui e agora.

A:
Mas eu não posso dançar com um fantasma.

B:
Não se preocupe, seu fantasma já está chegando, em carne e osso; estou chegando.

A:
Estou curioso.

A:
Fantástico! Agora sei em que você está pensando: “sou de Viena e esse holandês desengonçado nunca em sua vida será capaz de dançar um “Laendler” austríaco” – estou certo?

B:
Eu não disse nada.

A:
Posso, Minha Senhora? (convidando-a para dançar)

B:
Com prazer, Senhor!

A:
Ah, assim não vai dar certo, com esse vestido (uma saia bem rodada e comprida enrolada no corpo da Bárbara).

B:
Tem então outra idéia? Realmente não vai dar certo.

A:
Eu sei porque essa dança é chamada “Wickler”; então vou “desenrolá-la”

(André desenrola a saia longa e Bárbara aparece com um vestido curto)

A:
Assim está melhor.

B:
Estou pronta para dançar agora; deve dar certo assim.


Dançando o “Wickler” ou “Laendler”– André Rieu e Bárbara Wussow

B:
André Rieu – normalmente ele enrola as mulheres completamente. (referindo-se aos trajes femininos da JSO). E eu, ele me desenrola!

(Dançam o “Laendler, ou Wickler)

(Após a dança)

Foi maravilhoso, e eu estou toda tonta!

B:
Agora, em alguns minutos, vocês vão ver algo enrolado três vezes; vocês verão três elegantes rapazes; três cavalheiros que vão cantar para nós uma canção maravilhosa.
Os “Young Tenors” apresentando “Cara Mia”.

B: (a cena muda para um local externo, na cidade)
Agora André já se foi, e a chuva está aí novamente; é típico de Salzburg; está chovendo. Onde está ele? (chama) “André, onde está você? André, ah, aí está. Onde você andou? Estava procurando por você.

A:
Eu estou procurando; procurando por músicos; meus músicos de sopro.
Eles desapareceram. Em qualquer lugar do planeta onde estamos eles sempre desaparecem.
Eles provavelmente estão em algum barzinho; é assim que eles são. Vou procurar por eles.

B:
Ficarei esperando aqui.

A:
Você ficará bem?

B:
Certamente.

A:
De verdade?

B:
Claro; vá, vá.
Esses homens – eles não conseguem se desligar, algumas vezes, alguns deles; bom, pelo menos alguns deles.
Esta é a razão pela qual estamos na expectativa de uma mulher.
Eu a conheço há muito tempo. Ela é maravilhosa, tem uma voz de sonhos, e ela iniciou sua longa carreira em 1990, junto com Peter Hofmann, como Christine na peça “O Fantasma da Ópera”: Anna Maria Kaufmann.
Mas ela também presenteia a audiência com outras melodias do seu repertório clássico.
Estou feliz em poder anunciá-la agora. Ela vai cantar para nós a música tema do filme “The Rose”: “Anna Maria Kaufmann”!

B:
Anna Maria Kaufmann; que voz e que mulher charmosa.
Eu a conheço muito bem.
Vamos acompanhá-la mais uma vez – à Espanha ou talvez Sevilha. Os fãs de ópera entre vocês já devem ter adivinhado que ária ela deve cantar.
Estão certos: é uma das mais populares melodias clássicas de ópera para mulheres.
É a ária “Habanera”, de “Carmen”, composta por George Bizet.
Uma vez mais, Anna Maria Kaufmann, por favor!

B:
Vocês sabem, há arias, canções que são reconhecidas imediatamente ao se ouvir a primeira nota; e esta é uma dessas canções.
Agora uma pequena canção irlandesa que vai direto ao coração das pessoas. E se eu falo de “Londonderry Air”, vocês logo saberão o que quero dizer.
Vão ouvir agora André Rieu e “Oh Danny Boy”.

A JSO executa “Oh Danny Boy”, com André entrando no palco já tocando o seu violino, e depois fica ao lado do Teun Ramaekers, que está solando com a flauta.

(E voltando às cenas na rua, com Bárbara e André, conversando e procurando seus músicos)

B:
Agora diga-me; onde estão eles: seus músicos?

A:
Não sei; não tenho a mínima idéia. Você sabe, músicos que tocam nstrumentos de sopro são pessoas muito peculiares. Os meus músicos dessa seção de instrumentos, por exemplo, todos vêm de fanfarras da minha região.
São super instrumentistas do sopro, mas você sabe porque? Ensaios, e então….

B:
Você sabe André; aqui em Salzburg nunca se está a salvo de surpresas.

A:
Nem na música. Há muitas pessoas que começaram de uma maneira modesta; tocavam uma música completamente diferente, música que você nunca esperou que fossem capazes de tocar.

(comentam sobre um pianista que viram tocando em um bar)

B:
Aquele pianista que tocou há pouco; quem consegue me dizer quem era?

B:
Não são adoráveis, as coisas por aqui?

A:
Sim, são coisas típicas de Salzburg?

B:
Sim, são típicas; por exemplo, este violino (pequeno violino exposto em uma banca de lembranças típicas de Salzburg para turistas).
Olhe para você.

A:
Vou tocar algo para você. (brinca, tocando naquele pequeno violino).

B:
Você toca bem! André, sempre tive vontade de lhe perguntar: como você reconhece um grande talento musical?

A:
Depende. Você tem de conhecer suas raízes na música, e tudo ficará bem.

B:
Está ouvindo? Soa bem, não é? (Trata-se de um trio de músicos se apresentando para um grupo de pessoas na rua)

A:
Sim, tudo sempre soa bem aqui em Salzburg; vamos dar uma olhada: pode ver alguma coisa?

B:
Absolutamente nada. Há muita gente aqui; você é mais alto.

A:
Realmente não consigo ver nada. Bárbara? Onde está você? Que está acontecendo hoje? Bárbara desaparece! Meus músicos desaparecem! Todo mundo desaparece!

A:
Onde está ela?

B:
André, aqui em cima! Sim, estou aqui. Achei seus músicos. Eles estão ali; na Praça da Catedral, onde a “Jedermann” é encenada. Ali.

(Na cena os sete músicos “desaparecidos” da JSO estão tocando uma belíssima melodia nas Trompas Alpinas – linda , linda.)

B:
Olhe, André, ali na Praça da Catedral, em frente dessa maravilhosa igreja, a Catedral de Salzburg, onde a cada ano é encenada a “Jedermann”, um espetáculo apresentado por Hugo von Hofmannsthal.

A:
Aqui nesse palco? Jedermann Buehne.

B:
Sim, Jedermann – “o palco para todos”.

A:
Bom saber disso; assim todos podem ouvi-lo.

B:
Todos podem ouvi-lo e vê-lo. Você sabe…minhas recordaçãoes de Salzburg; devo lhe contar uma coisa: meu pai costumava se apresentar aqui nos anos 70.
Aqui, nesse palco, onde Curd Jurgens, que era Jedermann, e meu pai encenaram “Death”. Senta Berger estava também no palco; e nos anos 80 minha mãe também se apresentou aqui.

A:
E você também esteve aqui.

B:
Durante a “Jedermann”, sim; era um tempo maravilhoso e eu adorava.
Para onde foram eles?

A:
Meus músicos. Onde estão eles? Desapareceram novamente!

B:
Não pode ser, André; é impossível!

(A cena volta ao palco do teatro onde a JSO estava se apresentando; os músicos entram no palco, já com seus instrumentos habituais, tocando uma melodia típica da Áustria)

B:
“André Rieu e sua Orquestra apresentando “Muzik, Muzik”, anuncia Bárbara.

Agora, continua Bárbara, uma mudança no som.

Wolfgang Amadeus Mozart, provavelmente o mais famoso habitante de Salzburg, só veio a compor concertos para violino bem mais tarde; de fato, foram apenas cinco obras: só existem cinco concertos para violino compostos por ele.
Quatro deles foram compostos somente no ano de1775; e em um período de apenas seis meses.
Vocês vão ouvir agora o “Terceiro Concerto para Violino em G-Dur” com André Rieu e sua maravilhosa orquestra.

B:
A orquestra de André Rieu apresenta o “Terceiro Concerto para Violino”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

(O programa prossegue: agora Bárbara anuncia Andrea Bocelli)

“No ano de 1958 nascia um bebezinho na província italiana de Pisa, e sua vida era um tanto quanto difícil, mas ele batalhou para abrir seu caminho, fez pequenos trabalhos, estudou Direito, estudou canto e piano, encontrou um emprego como pianista em um bar, e logo encontrou o sucesso; um grande sucesso; um extraordinário sucesso.

E hoje em dia, ele sobe ao palco reconhecido como um grande artista. Todos se sentem honrados e felizes. Sinto-me feliz também e muito honrada em apresentar nesta noite para vocês Andrea Bocelli e La donna e mobile.”

B:
Andrea Bocelli, uma voz maravilhosa. Andrea irá se despedir do “Zauber der Muzik”, mas o programa continuará ainda.
Mas, naturalmente, ele o fará à sua maneira: com música. Ele trouxe uma música especial para sua despedida; e todos nós estamos curiosos para ouvir a versão italiana de “Time to Say Goodby” – “Com te Partiro”.
Andrea Bocelli!

B:
Andrea Bocelli, que voz, que homem!

(E em seguida anuncia um CD com as músicas do programa, que estaria disponível para venda.)

B:
Bem André, que será agora?

A:
(Com um grande buquê de rosas vermelhas nas mãos)

B:
Hum…, André, amo rosas.

A:
Elas não só têm um perfume adorável, mas também soam adoráveis.
“Rosas do Sul”, anuncia. E em seguida a apresenta a valsa “Rosas do Sul”com a JSO.

B:
André, nosso musical “Summer Night's Dreams” trouxe-me muita alegria, e também me diverti muito com você

A:
Mais cumprimentos! Eu é que devo te agradecer, Bárbara.
Também aprendi muito.

B:
Ah, sobre Salzburg?

A: Hum... também.

B:
Que adorável; e então talvez voltemos a nos encontrar; espero que haja uma próxima vez.

A:
Quando quiser!

B:
Maravilhoso! E assim foi a nossa “Magia da Música, direto de Salzburg.
Nós estamos nos despedindo, mas a “Magia da Música” permanecerá! , dizem juntos.

Fontes de consulta:

portalinstrumental.blogspot.com/.../ trompa - alpina - trom;

Wikipédia e Miguel Nobre, 6ºI, nº17 - Educação Musical;

http://wol.jw.org/pt/wol/h/r5/lp-t

www.andrerieutranslations.com, de Sonja Harper, EUA.